terça-feira, 10 de abril de 2012

Uma marca de culto.



A magia das colecções de cromos da "PANINI". 

domingo, 8 de abril de 2012

CS MARITIMO x cdn

Ninguém fica feliz com esta derrota, ninguém fica feliz quando perde, seja com o nacional, seja com quem for. 
A equipa ressentiu-se muito das ausências (3 por castigo e Pouga por lesão) e não fez um bom jogo. Podíamos agora dissertar sobre os erros do Roberge, a aposta em Edivândio em vez de Olberdam, mas isso de nada serviria. 
Uma coisa é certa, nunca deixaram de lutar contra uma equipa que fez um investimento fortíssimo esta época, que tem um plantel com mais opções e que estava na sua máxima força.
E nós que tanto criticamos o comportamento dos adeptos quando as coisas correm menos bem, desta vez não nos podemos queixar. Foi bonito, teve um significado imenso, no final do jogo o aplauso que o Caldeirão dedicou aos atletas e equipa técnica que saíam cabisbaixos do campo, tristes e desiludidos com a derrota e por não ter sido possível oferecer mais uma alegria a esta massa associativa fantástica. 
Temos que estar unidos, agora e sempre. É nestas alturas que se vê quem gosta do Marítimo e quem... apenas gosta das vitórias.
Eu tenho um orgulho imenso neste clube e nesta equipa que, com investimento zero, com grandes dificuldades, foi capaz de juntar um grupo de jogadores e uma equipa técnica em que ninguém acreditava. Lembram-se da pré-época? Diziam que estaríamos a lutar pela manutenção até ao fim e os adeptos do nosso adversário de ontem afirmavam à boca cheia que este ano não tínhamos a mínima hipótese quando comparavam os cromos das equipas, e hoje, a realidade é que estamos em 4º, com 9 pontos de vantagem sobre o 6º, ou seja, temos todas as condições para garantir o apuramento europeu.  
Podia estar furioso da vida, mas estranhamente, apesar de tudo, não me sinto assim. Foram só três pontos, foi uma derrota que demorou nove anos a acontecer e não belisca em nada tudo o que de bom esta equipa já fez. Continuo orgulhoso nesta equipa e felicíssimo por pertencer a este clube, a esta família. Continuamos de cabeça erguida, com humildade e perseverança, a lutar pelos nossos objectivos.
 

As casas de apostas.

Artigo publicado em Julho de 2011, com uma frase que depois do jogo em Coimbra foi retirada do nosso balneário porque já não fazia sentido: 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cromos verde-rubros: Vado




Nome Completo: Osvaldo Couto Cardoso Pinto
Data de Nascimento: 5 de Março de 1969 (43 anos)
Posição: Médio
Épocas no Marítimo: 1991 a 1995


Muito se pode dizer sobre critérios. Há critérios justos, injustos e outros simplesmente estúpidos. Há ainda critérios que não são aplicados no tempo exacto. Por exemplo, o critério de desempate em caso de igualdade pontual na época 1993/94. Se fosse como actualmente, o Marítimo, que terminou o campeonato com os mesmos 38 pontos que o Boavista, teria vantagem no confronto directo – perdeu no Bessa por 3-2 e ganhou nos Barreiros por 1-0 -, acabando a temporada no quarto lugar. Contudo, nessa altura não se contava os golos fora e, como o total dos dois jogos resultou num 3-3, o critério utilizado foi a diferença de golos, que era favorável aos axadrezados.
Até à última jornada, os verde-rubros lutaram por essa classificação histórica. Na derradeira deslocação a Guimarães, o nulo teimava em persistir. Até que aos 78 minutos Paulo Autuori colocou em campo um jogador capaz de abrir de linhas passe para desbloquear o encontro. Mas Vado, mais habituado a servir do que a marcar, assumiu o papel de protagonista e, num belo remate de fora de área, decidiu o jogo a um minuto do fim. Infelizmente, o momento de magia do jovem internacional português foi em vão, pois o Boavista venceu o campeão Benfica e manteve o quarto lugar.
Com um 1,67m e 63kg, Vado demonstrou que os jogadores não se medem aos palmos. Tinha uma excelente visão de jogo, colocava a bola onde queria e até havia quem o comparasse a Maradona. “Acho que tenho o jeito de Maradona, só me falta o físico e dinheiro dele”, ironizou em entrevista “A Bola”, ainda como jogador do Portimonense.
O Maradona verde-rubro também mostrou o seu talento nos palcos europeus. Na primeira participação maritimista na Taça Uefa, fez um golo de canto directo, algo pouco vulgar, garantindo o empate no jogo da segunda mão (2-2) contra o Antuérpia. Se jogasse num dos clubes do sistema, provavelmente esse lance seria encontrado no youtube, bastando pesquisar “cantinho do Vado”.
A 18 de Outubro de 1994, dois colossos europeus defrontaram-se nos Barreiros: aquele que joga lá de 15 em 15 dias e a Juventus. Roberto Baggio, Vialli e Paulo Sousa eram algumas das estrelas orientadas por Marcello Lippi e ainda houve outras duas responsáveis pela injustiça na eliminatória – a “vecchia signora” ganhou por 1-0 nos Barreiros e por 2-1 em Turim. Um jovem de 25 anos, com aspecto cinquentão devido ao seu cabelo grisalho, chamado Ravanelli tratou de marcar os três golos italianos nas duas mãos. Depois, a sina do costume; um guarda-redes que defende tudo. Desta vez foi um tal de Peruzzi, considerado pela imprensa nacional e internacional como a figura da eliminatória.
Só em Turim é que o jovem guardião de 24 anos foi batido, através de um cabeceamento de Paulo Alves, mas na Madeira quase que Vado descobria a fórmula secreta para ultrapassar este italiano irritante. O baixinho apareceu solto de marcação na área, rematando colocado e com força, fora do alcance de Peruzzi, e fazendo tremer a baliza. Todo o estádio já gritava golo, só que a bola embateu com estrondo … na barra.

Pedro Martins, o treinador que resistiu a tudo


Na sequência da época histórica que tem realizado ao leme do Marítimo, Pedro Martins é figura principal num artigo do Público, onde é abordada a sua chegada e ascensão na equipa verde-rubra. Um artigo a não perder!
"Todos os treinadores vencedores são iguais, os derrotados são-no cada um à sua maneira. No Marítimo, um técnico com maus resultados sujeita-se à ira de Alberto João Jardim. Há um ano, o líder regional da Madeira atacou violentamente a equipa e o seu treinador, Pedro Martins, a sua política e ideias para a Equipa B. Meses depois, o presidente do clube, Carlos Pereira, asfixiado pelas medidas da troika, cortava o orçamento do clube e deixava-o dependente dos juniores, sem contratações milionárias. Agora, Martins é o homem do momento e a ilha rende-lhe homenagem, esperando pelo fim do campeonato daqui a cinco jornadas: ele é o melhor de sempre no emblema verde-rubro e ataca o quarto lugar, inédito na história maritimista." Continuar a ler...

domingo, 1 de abril de 2012

Cromos verde-rubros: Heitor



Nome Completo: Heitor Camarim Júnior
Data de Nascimento: 14 de Fevereiro de 1964 (48 anos)
Posição: Defesa direito
Épocas no Marítimo: de 1991 a 1995

Apesar de nunca ter jogado no nosso clube, ninguém me tira da cabeça que o Cristiano Ronaldo é do Marítimo. Ele alega amar o Sporting e dá nome a um campo sintético no meio dos pinheiros, mas o seu primeiro amor foi o Marítimo. Porque não há amor como o primeiro, ninguém me tira da cabeça que o Cristiano Ronaldo, quando começou a dar toques na bola, sonhava em conquistar títulos com a camisola maritimista. Aliás, jogar no Marítimo é a peça que lhe falta para vir a ser o melhor jogador de sempre. Contudo, más influências familiares levaram-no para equipas de dimensão mais pequena. Para provar esta minha teoria, apresento dois factos determinantes: Santo António e Heitor – num outro cromo vou apresentar algo irrefutável sobre as cores de CR7.
Comecemos por Santo António, freguesia que viu crescer Cristiano Ronaldo e onde se situa o nosso complexo. Como todo o miúdo local que sonhava em ser futebolista, CR7 mostrava a sua arte inata no pequeno campo de terra (agora um sintético que está ao abandono) abaixo do campo da Imaculada Conceição, e, provavelmente, faltava às aulas para ver os treinos do maior das ilhas.
E é nos hipotéticos treinos (e nos hipotéticos jogos) que assistiu do glorioso que o menino Cristiano ficou encantado com os livres de Heitor, fazendo a hipotética afirmação: “Um dia vou marcar livres assim.”
Hoje, CR7 encanta multidões pela forma como executa os seus livres, mas na década de 90 eram os livres de Heitor que faziam o Caldeirão explodir de alegria. Mas o actual presidente da Câmara Municipal, ou prefeito para os nossos amigos brasucas, de Laranjal Paulista, pequena município no Estado de São Paulo, nem quer ouvir comparações com o craque madeirense. “Se compararmos as imagens, ele tem uma batida mais seca e também treina muito, tal como eu fazia. No meu caso, batia com um pouco mais de efeito. É diferente, mas fico contente que um madeirense seja famoso mundialmente pelos seus livres. Eu marcava meio em jeito, meio em força”, atira o prefeito que marcava livres perfeitos, assumindo no fundo que o segredo é o mesmo: “Acima de tudo, muito treino.”

Atenção aos 42s.


Heitor era um exímio marcador de qualquer tipo de bolas paradas: os guarda-redes nem viam a cor da bola nos penálties e os seus cantos eram teleguiados para a cabeça do melhor cabeceador. Graças aos seus mísseis, o lateral tem o seu nome inscrito em dois momentos da história do futebol madeirense.
Depois de um ano ao serviço do Vitória de Guimarães, Heitor enfrentou uma fase negra ao serviço do Nacional e é no nosso rival que, a seis de Abril de 1989, marcou de grande penalidade o primeiro golo num dérbi madeirense na I Divisão – o jogo terminou empatado (1-1) com Jorge Silva a marcar pelas nossas cores.

Atenção ao minuto 1m39s


Quatro anos mais tarde, já no lado bom da força, ou seja, no Marítimo, outro remate do brasileiro entraria na história. A 28 de Setembro de 1993, o Caldeirão dos Barreiros estreava-se nos jogos europeus. Contudo, a primeira presença do nosso clube na então Taça Uefa não correu lá muito bem. A começar pelo sorteio, saindo em sorte os belgas do Antuérpia, formação finalista da Taça das Taças no ano anterior – fomos eliminados com uma derrota de 2-0 na Bélgica e um empate 2-2 no Funchal. Depois, na primeira mão um árbitro alemão anula um golo limpo a Jorge Andrade. Como não há duas sem três, ainda tivemos que levar com um guarda-redes sérvio de 43 anos, que, ao invés de pendurar as luvas e as chuteiras, resolveu adiar a história. Até que aos 67 minutos, numa altura em que perdíamos por 2-0 e a eliminatória já estava perdida, Ratko Svilar não conseguiu parar um livre à entrada da área. Estava feito o primeiro golo maritimista (e madeirense) na Europa. Foi mais um pedaço de história finalizado por Heitor.

Nota: As citações de Heitor são de uma entrevista ao Diário de Notícias da Madeira a 25/11/2011

Kléber de regresso

Segundo notícias vindas a público na comunicação social brasileira, Kléber poderá ser emprestado na próxima época ao Marítimo como forma de o FCP limpar a sua imagem num caso que tanto deu que falar. 
O jogador, depois de forçar a saída, nunca foi opção no FCP tendo inclusive perdido o lugar que o seu empresário tinha financiado na selecção brasileira. 
De momento não é possível confirmar esta informação já que o atleta se encontra, à revelia do clube depois de uma das suas conhecidas birras, em parte incerta no Brasil, não sendo visto na invicta há algumas semanas. 
Estariam de acordo com o regresso de um jogador que demonstrou enorme falta de respeito pelo clube e seus adeptos? 

Académica x MARíTIMO