terça-feira, 13 de setembro de 2016

Censurados?


Voltamos ao blogue porque, por alguma razão que não conseguimos esclarecer e podemos apenas especular, a conta foi suspensa nas redes sociais..

terça-feira, 25 de março de 2014

"Povo de Merda!"

Tenho de começar por dizer que pensei muito no título a dar, mas que depois de recordar alguns factos do jogo de Sábado, este foi o ideal e apropriado para aquilo que aqui vou descrever.

Sendo eu da ilha de Porto Santo e sócio do CS Marítimo, é natural que em 15 jogos caseiros, o número total de jogos a que assista nos Barreiros não sejam de facto muitos, mas sempre acontecem. Foi o caso deste Sábado na recepção ao Sporting.

Sendo este um jogo tipicamente mobilizador, estranhei, mesmo depois das críticas da massa associativa, a presença de adeptos do Sporting na lateral sul. Julguei eu que apenas a central era penetrável. Inocência a minha. Mas já lá vamos. A caminhada começa no Dolce Vita de cachecol do Irredutível ao pescoço pelas 16h00 para lado nenhum. Dar umas voltas pelas ruelas do Funchal, reviver os tempos em que vivia na capital da Região e ver o que se encontrava, era esse o objectivo antes de apanhar o 8 que passa nos Barreiros.

Não foi preciso andar muito já que o desejo de passar pela Rua da Carreira estava condicionada. Concentração de continentais e madeirenses para marcharem de bandeiras em punho até ao estádio. Não era lá muito boa ideia arriscar passar ali. Sentimento estranho para quem está em casa. Mudança de planos e descida até ao Jardim Municipal. Tudo calmo, a rotina típica funchalense. Os taxistas passaram a atirar resultados para o ar assim que passei e demorei até à Sé para encontrar alguém equipado a rigor para o jogo. Irremediavelmente, era todo verde e a pronúncia não dava margem para dúvidas, era madeirense.

O tempo foi passando e não havia mais tempo a perder, era hora de apanhar o de Sta. Quitéria para os Barreiros. A opção na altura foi caminhar até à "casa da luz" onde começa o trajecto. Conforme me aproximo da paragem percebo de imediato que ia ser estranho. Uma dezena de alfaces bem identificadas, "JL 76". Teria que ser; andar uns minutos de autocarro não poderia ser assim tão mau, tirando as bocas e o incómodo de ser o único de cachecol do CSM àquela hora em dia de jogo a caminho do estádio. As bocas não aconteceram, mas o incómodo ficou. Mas não posso deixar de retratar duas almas na paragem de cachecol do Sporting num canto. Estava ali a malta lisboeta no seu ambiente animado e aqueles dois, visivelmente acabados de sair das aulas com um cachecol, cujos adeptos "genuínos" não lhes ligavam nenhuma. Mas porque lhes haveriam de lhes ligar? A familiaridade existente entre adeptos genuínos vindos do continente não acontece por alguma razão. O pior é que eles ainda identificam-se com aquilo.

Feito o percurso até aos Barreiros e satisfeito por ter chegado, vou logo para perto do estádio, mesmo a jeito de uma imperial na carrinha do Esquadrão. Ao descer do autocarro e seguir marcha, vem de baixo em direcção aos Barreiros os tais da Rua da Carreira. Insultos, "manguitos" e mais alguma coisa por parte de um marreco. Pequeno pormenor, era madeirense e o amigo que acompanhava o moço chama-o à razão. Tinha estado com o rapaz sensato na noite anterior na discoteca, provavelmente com quem insultou também. Aquele momento fez-me pensar que aquele rapaz sentia-se o maior do mundo por transportar aquela bandeira de 3 metros com toda aquela gente atrás. Na realidade, reagir não era a melhor opção e a cerveja caiu bem logo depois.

Depois de andar de um lado para outro meto-me na conversa com sócios mais velhos que eu. A conversa logo puxou o interesse de outros. Estavam a ver o número de associado e logo vieram as lembranças dos jogos do passado. Muito antes de eu ter nascido. Tanto distraí que não dei de conta que estava a ir pela ala direita da central de acesso ao estádio. Pelo meio ainda vi um rapaz a entrar pela ala esquerda com o cachecol do Irredutível.

Depois de me aperceber do erro após várias tentativas com o cartão a dar erro, volto para onde deveria e entro pela porta correcta da lateral sul. Espanto-me em ver que à minha frente estavam a ser revistados pela polícia duas pessoas trajadas à Sporting e disse bem alto: "Até aqui?"

Pensei logo, não vai dar certo. Mas preocupei-me em arranjar o melhor lugar para ver o jogo. Depois apercebo-me que de facto vai entrando adeptos do clube continental. Os Fanatics iam entrando pouco a pouco e já se faziam notar mesmo antes do jogo começar. Se existe gente que demonstra e defende aquilo que sente pelo Marítimo são aqueles rapazes. O Esquadrão bem ou mal ia apoiando. À porta de acesso da sul tinha mais um grupo pequeno que de vez em quando puxava pelo Marítimo. Pergunto-me porque não se juntam todos. O que é preciso para que se juntem e se façam notar com maior expressão?

Caso grave que neste grupo já foi discutido pelo Irredutível foi o facto do próprio colégio do Marítimo não "desincentivar" o interesse dos seus alunos pelos outros. Alguém revoltou-se pois no meio dos alunos presentes nos Barreiros estava um de cachecol alheio ao pescoço. Reparei que alguns pais presentes olharam com estranheza aos insultos, mas pensei que aquilo estava certo, rejeitando que o facto daquela brutidade seria demasiado para a inocência daquelas crianças. Mas que algo tem de mudar, tem.

Quanto ao jogo em si não há grandes coisas a apontar à equipa para além daquilo que temos visto e dito. Festejar o golo do Weeks foi qualquer coisa de fenomenal. Imaginem que é diferente para quem está habituado a ver na TV ou a ouvir na rádio. Quanto aos golos do Sporting, a cada golo sabia bem que aquela gente ouvisse os cânticos entoados de "Povo de Merda!". Eles sabiam porquê, mas fingiam nem ouvir.

Afinal de contas vem de costumes. Ou o rapaz do colégio do Marítimo com cachecol do Sporting sabe que o Marítimo ou mesmo o Nacional são da Madeira e representam a Região em Portugal e na Europa?

"Povo de Merda!"

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Alavanca de confiança!


video

Ontem a equipa cumpriu com as suas obrigações. Nada mais para lá da vitória era pedido, muito embora o empate ao intervalo fosse motivo de alguns suspiros. Depois do começo fulgurante era imaginado um resultado amplo, mas serviu sobretudo para colocar um ponto final numa série de maus resultados. Provavelmente este jogo merece um ponto e vírgula. O ponto final, esse, terá de ser com o Estoril já na próxima semana, demonstrando as aspirações europeias e a capacidade de superação de uma equipa que deseja-se consistente ao longo das 23 jornadas que faltam ainda disputar.

Que este seja um ano de viagem ao Jamor! Que a sorte esteja connosco...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Competições internas - O Ramadão eterno!



Poucas jornadas decorridas, uma pré-época sólida e um plantel demasiado bom atendendo às dificuldades que antecipávamos no final da última época, com um alerta para o facto dos objetivos nesta época serem um pouco diferentes àqueles que estamos habituados. Dificuldades sobretudo de origem financeira, mas que não impediram que fosse formado um bom grupo e que, mantivéssemos a ambição de conseguir ter um Marítimo a lutar pelos lugares europeus.

Sabemos que o CS Marítimo tem capacidade e vai lutar por um lugar na Liga Europa da próxima época mas todos sabem que, para lá chegar, existe outro caminho para lá da classificação no campeonato nacional.

Já vai longe o ano em que o Marítimo colocou a Madeira na festa do Jamor. A recordar as últimas participações na  Taça de Portugal vamos encontrar resultados incompreensíveis, em fases prematuras contra equipas de níveis bastante inferiores. A Taça da Liga, bem mais recente, também nunca foi uma competição em que o clube lutasse com garra e determinação. Mas esta taça (que ninguém se interessa) mas que na final todos querem ganhar a todo o custo, é realmente uma prova que vem adicionar algo mais que despesa para os clubes. O Marítimo, à semelhança de outros, tem utilizado esta competição para dar rotatividade a jogadores com menos tempo de jogo. Provavelmente com uma garantia de acesso à Liga Europa pela Taça da Liga tornasse a competição mais apetitosa. Já o Setúbal e o próprio Braga, querendo afirmar-se como grande, já a venceu. Aliás, no site oficial do SC Braga vangloriam-se com essa conquista.
  
A única diferença entre esse Braga e o nosso Marítimo são apenas duas taças, a de Portugal e a conquistada no ano passado frente ao Benfica em Coimbra. Qualquer adepto quer ver o museu do seu clube recheado, talvez o do CS Marítimo precise de ar fresco. Mas para isso é necessária uma aposta efetiva nas competições internas. Veremos se voltamos ao Jamor e se à terceira é de vez!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Direitos Televisivos


Algo alarmante aconteceu recentemente, algo que os sócios do CS Marítimo não podem deixar passar despercebido. O presidente Carlos Pereira disse recentemente que poderia equacionar vender os direitos televisivos ao canal que anda nestes dias na moda. Com a falta de legislação que impeça "a rapaziada" de comprar os direitos televisivos de equipas profissionais que disputa a mesma liga, eles não vão parar de aliciar as mais frágeis financeiramente, tudo por uma questão de vingança ao canal do Sr. Oliveira.

Se é importante um encaixe financeiro no clube, é verdade. Mas existe necessidade de subjugar-se a um clube sem escrúpulos, relegando o orgulho maritimista para segundo plano? Nunca, a avançar com uma eventual proposta, antes de ser analisada sequer pela direcção, os adeptos deveriam vincar desde logo a sua posição face a esta questão, que a meu ver, não dignificaria em nada o clube. Já não bastou a vergonha do jogo da época passada em que parecia que os Barreiros não era, aparentemente, a casa dos maritimistas.

Anda um homem a tentar distribuir o mal (€) pelas aldeias. Acontece que quem vai para a guerra só, arrisca-se a a perder. É o que tem acontecido. Quanto beneficiariam os clubes com uma distribuição de valores mais justa dos direitos televisivos e das casas de aposta? Para os que adoram o futebol inglês, percebam porque razão o futebol é uma festa por terras de sua majestade e porque razão todos têm uma boa almofada financeira.

Para finalizar, só gostava de perguntar aos maritimistas...
Quem quer ver o Marítimo na Benfica TV?

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Participe

Partilhe connosco os seus textos, a sua opinião acerca do clube. Envie-nos as suas sugestoes, ideias e ajude-nos a construir um Marítimo mais forte, mais unido. 
Desde o primeiro dia que o objectivo foi fazer deste um espaço em que todos os que viessem por bem pudessem partilhar as suas ideias, juntando massa crítica, fazendo, acreditamos nós, evoluir o clube ... mas, e apesar de a muito custo termos tido algumas   colaborações, acabamos por perdê-las e volta tudo ao mesmo e assim não faz sentido continuar. 
Quando nem existe gente disponível para comentar aquilo que se escreve, os sinais são claros. O "fervor clubístico" e a crença nesta nossa causa levam-nos a insistar novamente, a não querer desistir, mas assim não vale a pena, mais vale escrever um diário. 

irredutivelmaritimo@mail.com

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fala quem sabe



Arnaldo Carvalho, cuja imagem se confunde com a desta magnífica instituição e que correu o mundo como adjunto de Nelo Vingada numa ligação que começou na Madeira aquando da passagem do professor pelo Marítimo, abre o coração nesta entrevista quando fala do Marítimo e faz um apelo muito sentido e que nós gostávamos que fosse escutado e seguido por muitos e muitos madeirenses (no final do vídeo). 

sábado, 8 de junho de 2013

"Não deve haver problema nenhum..."

Palavras muito fortes do presidente do Madeira SAD e que transmitem também a nossa desilusão em relação ao panorama desportivo regional. 
Refere-se ao andebol mas a mensagem encaixa em qualquer modalidade. 


"Quer-se um projecto catalisador da modalidade mas poucas são as pessoas que trabalham em prol da mesma." 

"Fico com pena que o andebol, que se diz a segunda modalidade da região, tenha chegado a este estado. 
Vejo poucas pessoas a intervirem, parece que não há problema nenhum, se não nos inscrevermos não deve haver problema nenhum...
Carlos Marques 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Alexandre do Marítimo

"Documentário Alexandre do Marítimo
Hoje trazemos o documentário: "Alexadre do Marítimo", emitido na RTP-Madeira. São quase uma hora e cinquenta minutos em que grande parte da história do nosso clube é abordada.

Numa altura em que o nosso clube passa por dificuldades resultantes da época em que vivemos, com o estádio por acabar, com pouco ou nenhum dinheiro para contratações será importante que vejamos este documentário com muita atenção, pois o ser do Marítimo sempre implicou saber sofrer e fazer sacrifícios.
A título de exemplo, veremos no vídeo que toda a inveja referente ao estádio do Marítimo não é um exclusivo dos dias de hoje, já tendo ocorrido no passado.

E arriscamo-nos a dizer que ninguém (ou pelo menos poucos foram os que o fizeram) deu tanto ao Marítimo como Alexandre Rodrigues, cuja história se confunde com a própria história do clube.

Assim e nesta altura de dificuldades, mais do que olhar para elas e constatá-las, seria bom que este documentário e o exemplo do Alexandre Rodrigues servisse para que todos os que gostam do Marítimo tivessem uma atitude mais dinâmica face ao clube e ajudassem, ou pelo menos tentassem pensar em formas de ajudar o clube a melhorar e talvez mesmo a sair da situação difícil em que está...

Concluir apenas defendendo que o novo estádio (um dia, quando pronto) poderia muito bem ser chamado Estádio Alexandre Rodrigues, muito por causa de toda a luta que está a ser travada para o erguer. Se tal não for possível, pelo menos a central deveria ser chamada de bancada Alexandre Rodrigues." 

Com a devida vénia ao Marítimo no Rectângulo a quem pertence a publicação deste artigo. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Marítimo/ Madeira Andebol Sad

O projecto do Madeira andebol SAD está em risco, as negociações com o Governo Regional em fase crítica e as incertezas são mais do que muitas e nem com a A. G. deverão ficar dissipadas. 
Mais uma vez, com duas equipas (em masculinos e femininos) a representar a Madeira nos campeonatos nacionais e com todas a correr o risco de fechar a porta ainda antes do início da nova época, não é tempo, não seria sensato, reunir as duas equipas e negociar dessa forma com o Governo que, logo à partida, poupava alguns milhares de euros só em viagens? 
Não fará mais sentido ter duas equipas sólidas e sustentáveis, do que quatro nas penúrias? 
Não faz mais sentido, no caso que nos toca, que o Marítimo se junte ao Madeira SAD, com nova designação, mantendo alguma da sua identidade como reconhecimento por ter mantido a aposta no seu andebol até aqui? 
Não sei, digo eu...