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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cromos verde-rubros: Lemajic


Nome completo: Zoran Lemajic
Data de Nascimento: 8 de Novembro de 1960 (51 anos)
Posição: Guarda-redes
Época no Marítimo: 1995/96



Quando uma equipa utiliza quatro guarda-redes numa época é que algo correu muito mal. As causas podem ser várias: lesões, castigos ou simplesmente performances que estiveram aquém das expectativas. Tudo isso aconteceu ao Marítimo na temporada 1995/96, em que terminamos na nona posição com 53 golos sofridos!
Foi um ano atípico em termos de utilização de guarda-redes, com goleadas de 6-0 sofridas nas Antas e em Guimarães, de 5-0 nos Barreiros ante o Sporting, de 5-1 na Luz e 4-1 no Restelo. Ewerton, na altura já treinador de guarda-redes, assumiu a baliza nos dois primeiros jogos, devido a um castigo e uma lesão. Bizarro era no nº2 para a baliza e actuou em quatro jogos, enquanto Cuca, durante várias épocas o terceiro guardião do plantel, jogou no último jogo do campeonato na Luz, numa jornada que já nada decidia.
Contudo, a opção primordial de Raul Águas (mais tarde também do interino Rui Vieira) foi Lemajic. Um veterano guarda-redes montenegrino, já com 35 anos, proveniente do Sporting. Juntamente com Filgueira, foi moeda de troca na transferência de Paulo Alves para os leões de Lisboa.
O ídolo de um miúdo que actualmente brinca aos guarda-redes num estádio no meio dos pinheiros defendeu a baliza maritimista em 27 jogos, sofrendo 41 golos. Era um guardião peculiar: fazia uma grande exibição durante 90 minutos e depois deitava tudo a perder nos descontos com erros infantis. Aliás, quando representava o Boavista, em 1993, teve um papel decisivo na primeira qualificação europeia do nosso clube. Os axadrezados venciam por 2-1 nos Barreiros e Lemajic estava a ter um papel decisivo na conservação dessa vantagem. Até que aos 87’ larga a bola após um canto teleguiado de Heitor, com o esférico a sobrar para Ademir que empata o jogo. No minuto seguinte, o mesmo jogador bisava na partida, colocando o Marítimo pela primeira vez nas competições europeias.
A passagem de Lemajic pelo campeão das ilhas não foi feliz, mas, durante a sua estada na região, teve um momento caricato. Na 31ª jornada, o Marítimo recebia o Braga e procurava quebrar uma série de nove jogos sem vencer. O encontro começou bem para as nossas cores, com Edmilson a inaugurar o marcador aos 21 minutos. A vantagem não durou muito tempo, pois os bracarenses empataram aos 34’. Perto do intervalo deu-se o momento da partida: a entrada de um cão dentro de campo. Alguns jogadores fugiram do pequeno animal, ao passo que outros tentaram sem sucesso apanhá-lo ou afugentá-lo
Acabou por ser Lemajic a tirar este intruso das quatro linhas. Nesta ocasião, o montenegrino demonstrou mais habilidade para apanhar o cão do que às vezes tinha para agarrar as bolas. Assim, o jogo pôde continuar e, a oito minutos para o final, Edmilson bisou, oferecendo a última vitória da época aos verde-rubros.  

Crédito da foto: Marítimo Saudade

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cromos verde-rubros: Paulo Autuori

Nome completo: Paulo Autuori de Melo
Data de Nascimento: 25 de Agosto de 1956 (55 anos)
Função: Treinador
Épocas no Marítimo: 1991 a 1995


Diz a bíblia que Jesus Cristo tinha 33 anos quando foi crucificado. Na próxima temporada, o Marítimo partirá para a sua 33ª presença no escalão maior do futebol português. E, na bíblia maritimista, essas 33 presenças podem ser divididas em duas eras: antes de Autuori (A.A.) e depois de Autuori. (D.A.). Na era A.A, o Marítimo era um clube que jogava pelo seguro, ou seja, lutava sobretudo para não descer de divisão e tinha uma dimensão praticamente regional. Depois, chegou Paulo Autuori e tudo muda.
Na primeira temporada do treinador brasileiro, em 1991/92, o clube atinge um sétimo lugar, algo inédito até então. Na época seguinte, acontece a tão ansiada primeira presença europeia dos verde-rubros nas competições. Quando este feito aconteceu, Autuori tinha apenas 37 anos. Era um jovem técnico promissor.
Antes de chegar ao Marítimo, tinha orientado o Guimarães e passou por uma fase negra na carreira ao serviço do Nacional, levando o nosso rival pela primeira vez à I Divisão. Era um filósofo do futebol de ataque e no seu dicionário não existia a palavra contenção. Não se intimidava perante nenhum adversário, jogando sempre de igual para igual, quer o oponente se chamasse Amora ou Juventus.
Essa filosofia custava alguns pontos, mas também vitórias inesquecíveis, como aquela sobre o Boavista (3-2), em que se festejou a primeira qualificação europeia. Nessa partida, o treinador brasileiro arriscou tudo, colocando em campo Paulo Alves (avançado) para o lugar de João Luís (defesa-central) e virando um resultado que era desfavorável. Duas jornadas antes, o nosso clube deu um banho de bola ao Sporting, vencendo por 4-2.
A mentalidade imposta tinha uma teoria simples: tudo pelo espetáculo e tudo pelo golo. E os números não mentem. 56 golos, o quarto melhor ataque da prova. Os jogadores interpretaram as teorias do treinador como verdadeiros artistas, nomeadamente o tão afamado trio maravilha, composto Jorge Andrade, Edmilson e Ademir.
Pela mão de Autuori, o Marítimo qualificou-se por duas vezes para a Taça Uefa. E, como não há duas sem três, o técnico brasileiro fez mais uma vez história no nosso clube, garantindo a primeira presença no Jamor.
Em suma, no período A.A. o Marítimo era um clube de dimensão regional. Com o começo da era D.A., o Marítimo passou a ser uma das melhores equipas de Portugal e atravessou fronteiras, ganhando uma dimensão europeia.

Nota: Em minha opinião, o melhor treinador que o Marítimo já teve.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cromos verde-rubros: Lagorio




Nome Completo: Federico Carlos Lagorio Anselmi
Data de Nascimento: 28 de Julho de 1975 (36 anos)
Posição: Avançado
Época no Marítimo: 2000/2001

No final de cada época, José Mourinho vê a classificação final da Liga Portuguesa e sorri. Aliás, não só sorri como dá pulos de alegria. O motivo da felicidade do Special One não é pelo FC Porto ou Benfica ter ganho o campeonato, nem pelo seu Vitória Futebol Clube (de Setúbal) evitar a descida de divisão. Mourinho rejubila por que o Marítimo não se qualificou para Liga dos Campeões.
Ao contrário do que se diz por aí, a equipa que Mourinho mais teme não é o Barcelona, mas o Marítimo. E o estádio que lhe dá mais pesadelos é o Barreiros. Em três jogos no nosso Caldeirão, ele nunca ganhou – duas derrotas e um empate. Nem como adjunto do Estrela da Amadora, FC Porto, nem como tradutor de Bobby Robson no Sporting, o Special One triunfou em nossa casa.
Foi a 5 de Novembro de 2000 em que a fobia do Marítimo começou. O técnico tinha sido uma escolha inesperada de João Vale e Azevedo. Depois, Manuel Vilarinho ganhou as eleições e não estava convencido que Mourinho seria um dos melhores de sempre. E a copiosa derrota por 3-0 frente aos verde-rubros só complicou a vida ao actual treinador do Real Madrid, que na altura já demonstrava mau perder.
“Durante 60 minutos houve uma equipa que jogou e houve uma equipa que marcou. Nesse período, o Benfica foi claramente dominador e jogou provavelmente melhor do que o fez em qualquer jogo até agora”, alegou. De facto, Mourinho tinha razão. O Benfica entrou melhor no jogo e nos primeiros dez minutos fez dois remates ao poste. Contudo, foi vítima do venenoso contra-ataque maritimista, característico dos tempos de Nelo Vingada, e de um argentino chamado …. Lagorio. Logo aos 12 minutos, o avançado foi lançado em contra-golpe por Mariano, batendo o malogrado Robert Enke. E voltaria a repetir a dose por mais duas vezes, sempre da mesma forma: era lançado em contra-ataque e esperava a saída do guarda-redes para finalizar. Enfim, uma noite mágica.
Contratado para substituir o compatriota Toedtli, Lagorio teve uma passagem fugaz pelo Marítimo. Em 15 jogos, marcou oito golos. Uma lesão na cartilagem do joelho impediu-o facturar mais vezes. Após a experiência na Madeira, o atacante andou pelo México, Peru e pelo seu país. Não teve uma carreira muito brilhante, mas pode-se sempre gabar de ter jogado no melhor clube do Mundo (o Marítimo, claro) e que fez um hattrick a uma equipa treinada pelo melhor treinador do Mundo. O hattrick podia-se ter transformado em póquer, se José Pratas não fizesse vista grossa a uma falta sobre o marcador de penálties do Marítimo. Lagorio, obviamente.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cromos verde-rubros: Vado




Nome Completo: Osvaldo Couto Cardoso Pinto
Data de Nascimento: 5 de Março de 1969 (43 anos)
Posição: Médio
Épocas no Marítimo: 1991 a 1995


Muito se pode dizer sobre critérios. Há critérios justos, injustos e outros simplesmente estúpidos. Há ainda critérios que não são aplicados no tempo exacto. Por exemplo, o critério de desempate em caso de igualdade pontual na época 1993/94. Se fosse como actualmente, o Marítimo, que terminou o campeonato com os mesmos 38 pontos que o Boavista, teria vantagem no confronto directo – perdeu no Bessa por 3-2 e ganhou nos Barreiros por 1-0 -, acabando a temporada no quarto lugar. Contudo, nessa altura não se contava os golos fora e, como o total dos dois jogos resultou num 3-3, o critério utilizado foi a diferença de golos, que era favorável aos axadrezados.
Até à última jornada, os verde-rubros lutaram por essa classificação histórica. Na derradeira deslocação a Guimarães, o nulo teimava em persistir. Até que aos 78 minutos Paulo Autuori colocou em campo um jogador capaz de abrir de linhas passe para desbloquear o encontro. Mas Vado, mais habituado a servir do que a marcar, assumiu o papel de protagonista e, num belo remate de fora de área, decidiu o jogo a um minuto do fim. Infelizmente, o momento de magia do jovem internacional português foi em vão, pois o Boavista venceu o campeão Benfica e manteve o quarto lugar.
Com um 1,67m e 63kg, Vado demonstrou que os jogadores não se medem aos palmos. Tinha uma excelente visão de jogo, colocava a bola onde queria e até havia quem o comparasse a Maradona. “Acho que tenho o jeito de Maradona, só me falta o físico e dinheiro dele”, ironizou em entrevista “A Bola”, ainda como jogador do Portimonense.
O Maradona verde-rubro também mostrou o seu talento nos palcos europeus. Na primeira participação maritimista na Taça Uefa, fez um golo de canto directo, algo pouco vulgar, garantindo o empate no jogo da segunda mão (2-2) contra o Antuérpia. Se jogasse num dos clubes do sistema, provavelmente esse lance seria encontrado no youtube, bastando pesquisar “cantinho do Vado”.
A 18 de Outubro de 1994, dois colossos europeus defrontaram-se nos Barreiros: aquele que joga lá de 15 em 15 dias e a Juventus. Roberto Baggio, Vialli e Paulo Sousa eram algumas das estrelas orientadas por Marcello Lippi e ainda houve outras duas responsáveis pela injustiça na eliminatória – a “vecchia signora” ganhou por 1-0 nos Barreiros e por 2-1 em Turim. Um jovem de 25 anos, com aspecto cinquentão devido ao seu cabelo grisalho, chamado Ravanelli tratou de marcar os três golos italianos nas duas mãos. Depois, a sina do costume; um guarda-redes que defende tudo. Desta vez foi um tal de Peruzzi, considerado pela imprensa nacional e internacional como a figura da eliminatória.
Só em Turim é que o jovem guardião de 24 anos foi batido, através de um cabeceamento de Paulo Alves, mas na Madeira quase que Vado descobria a fórmula secreta para ultrapassar este italiano irritante. O baixinho apareceu solto de marcação na área, rematando colocado e com força, fora do alcance de Peruzzi, e fazendo tremer a baliza. Todo o estádio já gritava golo, só que a bola embateu com estrondo … na barra.

domingo, 1 de abril de 2012

Cromos verde-rubros: Heitor



Nome Completo: Heitor Camarim Júnior
Data de Nascimento: 14 de Fevereiro de 1964 (48 anos)
Posição: Defesa direito
Épocas no Marítimo: de 1991 a 1995

Apesar de nunca ter jogado no nosso clube, ninguém me tira da cabeça que o Cristiano Ronaldo é do Marítimo. Ele alega amar o Sporting e dá nome a um campo sintético no meio dos pinheiros, mas o seu primeiro amor foi o Marítimo. Porque não há amor como o primeiro, ninguém me tira da cabeça que o Cristiano Ronaldo, quando começou a dar toques na bola, sonhava em conquistar títulos com a camisola maritimista. Aliás, jogar no Marítimo é a peça que lhe falta para vir a ser o melhor jogador de sempre. Contudo, más influências familiares levaram-no para equipas de dimensão mais pequena. Para provar esta minha teoria, apresento dois factos determinantes: Santo António e Heitor – num outro cromo vou apresentar algo irrefutável sobre as cores de CR7.
Comecemos por Santo António, freguesia que viu crescer Cristiano Ronaldo e onde se situa o nosso complexo. Como todo o miúdo local que sonhava em ser futebolista, CR7 mostrava a sua arte inata no pequeno campo de terra (agora um sintético que está ao abandono) abaixo do campo da Imaculada Conceição, e, provavelmente, faltava às aulas para ver os treinos do maior das ilhas.
E é nos hipotéticos treinos (e nos hipotéticos jogos) que assistiu do glorioso que o menino Cristiano ficou encantado com os livres de Heitor, fazendo a hipotética afirmação: “Um dia vou marcar livres assim.”
Hoje, CR7 encanta multidões pela forma como executa os seus livres, mas na década de 90 eram os livres de Heitor que faziam o Caldeirão explodir de alegria. Mas o actual presidente da Câmara Municipal, ou prefeito para os nossos amigos brasucas, de Laranjal Paulista, pequena município no Estado de São Paulo, nem quer ouvir comparações com o craque madeirense. “Se compararmos as imagens, ele tem uma batida mais seca e também treina muito, tal como eu fazia. No meu caso, batia com um pouco mais de efeito. É diferente, mas fico contente que um madeirense seja famoso mundialmente pelos seus livres. Eu marcava meio em jeito, meio em força”, atira o prefeito que marcava livres perfeitos, assumindo no fundo que o segredo é o mesmo: “Acima de tudo, muito treino.”

Atenção aos 42s.


Heitor era um exímio marcador de qualquer tipo de bolas paradas: os guarda-redes nem viam a cor da bola nos penálties e os seus cantos eram teleguiados para a cabeça do melhor cabeceador. Graças aos seus mísseis, o lateral tem o seu nome inscrito em dois momentos da história do futebol madeirense.
Depois de um ano ao serviço do Vitória de Guimarães, Heitor enfrentou uma fase negra ao serviço do Nacional e é no nosso rival que, a seis de Abril de 1989, marcou de grande penalidade o primeiro golo num dérbi madeirense na I Divisão – o jogo terminou empatado (1-1) com Jorge Silva a marcar pelas nossas cores.

Atenção ao minuto 1m39s


Quatro anos mais tarde, já no lado bom da força, ou seja, no Marítimo, outro remate do brasileiro entraria na história. A 28 de Setembro de 1993, o Caldeirão dos Barreiros estreava-se nos jogos europeus. Contudo, a primeira presença do nosso clube na então Taça Uefa não correu lá muito bem. A começar pelo sorteio, saindo em sorte os belgas do Antuérpia, formação finalista da Taça das Taças no ano anterior – fomos eliminados com uma derrota de 2-0 na Bélgica e um empate 2-2 no Funchal. Depois, na primeira mão um árbitro alemão anula um golo limpo a Jorge Andrade. Como não há duas sem três, ainda tivemos que levar com um guarda-redes sérvio de 43 anos, que, ao invés de pendurar as luvas e as chuteiras, resolveu adiar a história. Até que aos 67 minutos, numa altura em que perdíamos por 2-0 e a eliminatória já estava perdida, Ratko Svilar não conseguiu parar um livre à entrada da área. Estava feito o primeiro golo maritimista (e madeirense) na Europa. Foi mais um pedaço de história finalizado por Heitor.

Nota: As citações de Heitor são de uma entrevista ao Diário de Notícias da Madeira a 25/11/2011

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cromos verde-rubros: Ewerton



Nome completo: Ewerton Machado Joenish
Épocas no Marítimo:
Como jogador: de 1987 a 1996
Como treinador de guarda-redes de 1996 a 1999

9 de Maio de 1995. O FC Porto de Bobby Robson, que tinha recentemente se sagrado campeão nacional, deslocava-se à Madeira para disputar a meia-final da Taça de Portugal. Com o Marítimo em sétimo lugar, os dragões eram naturais favoritos à vitória na eliminatória, embora pela frente estivesse a única equipa capaz de os derrotar no campeonato – facto prontamente lembrado por Rui Fontes, então presidente verde-rubro, aquando do sorteio.



O Marítimo, à procura de estar pela primeira vez no Jamor, entra bem e Alex inaugura o marcador aos 20 minutos. A partir daí, a noite foi de Ewerton. Já com 37 anos, o guarda-redes brasileiro defendeu tudo e mais alguma coisa. A perder, Bobby Robson arriscou tudo para evitar a eliminação, mas Ewerton parou todos os remates portistas e ajudou o Marítimo a fazer história. No dia seguinte, o jornal “A Bola” escrevia: “Não faltou campeão; sobrou Ewerton.”



Mais tarde, o guardião disse numa entrevista que a sua filha tinha nascido no dia da meia-final. Por isso, a sua motivação estava em alta. Quando soube disso, pensei cá para mim: “Oxalá que ele seja pai novamente no dia da final.”
Ao que se saiba, Ewerton não voltou a ser pai nesse 10 de Junho, mas foi um dos protagonistas dentro do relvado. O outro, para nossa tristeza, foi um tal de Iordanov, autor dos golos do encontro. Nessa tarde, a vontade do Sporting para voltar a ganhar um troféu 13 anos depois foi mais forte e, numa péssima exibição da nossa equipa, Ewerton foi o único jogador maritimista que disse presente durante os 90 minutos, evitando que o resultado fosse mais avolumado.
Sobre o jogo, o Diário de Notícias da Madeira escolheu o seguinte título: “Sporting 2-0 Ewerton”. E isto diz tudo.