segunda-feira, 27 de maio de 2013

Portuguesas? Nem todas...

Esta é a equipa de juniores do Club Sport Marítimo que após apuramento para a Taça "Nacional" (ao vencer a Apel 3-1 e 0-0) viu ser-lhe negada essa participação por um conjunto de obstáculos inesperados que surgiram com o objectivo único de afastar estas atletas e a equipa verde-rubra de uma competição nacional. 
Continuam as equipas regionais a ser ostracizadas, sendo que até no desporto se nota um centralismo do Terreiro do Paço cada vez mais descarado, com atitudes discriminatórias que visam, nesta e em tantas outras modalidades, aniquilar a representação das regiões autónomas. 

Fica a indignação e a mágoa de uma das atletas e de um treinador do C. S. M. na página da Mónica Jorge, a responsável pelo futebol feminino da Federação:
"Vontade de rir, foi o que não deu de todo, às miúdas do CS Maritimo, quando souberam (depois de terem disputado dois jogos, contra a Apel, e terem supostamente "garantido" o acesso à fase final da Taça Nacional de Fut7) que afinal não poderiam ir. 1º tinham que pagar as passagens aéreas (FPF ta pobre!), depois "ah afinal como não há campeonato de Júniores não podem participar!". Aperceberam-se disso agora foi???? Que rica figura fizeram em prol do Futebol Feminino!! Mas as jogadoras daqui da Madeira, não interessam para nada não é? Gozaram sim, com a cara das atletas! FPF, AFM, toda a gente!! Já agora deixo uma pergunta, sendo assim, se houve Campeonato de Seniores, ou Escalão Único, como queiram, porque não vai a vencedora à Taça de Portugal??? Ah poizéee.. PORQUE NÃO INTERESSA!!!! Vocês mesmos contradizem-se, inventam mil e uma formas de nos EXCLUIR!! E ainda dizem que querem que o futebol feminino evolua??? Só se for prós "Continentes"!! E termino só dizendo: A MADEIRA FAZ PARTE DE PORTUGAL!!!" Sílvia Jardim

"Mónica Jorge, como é esta a única forma de expor a minha indignação, vai ser mesmo assim!! Começo por lhe dizer, que continuo à espera da sua chamada, para me explicar o porquê das miúdas não poderem ir à Taça Nacional. O que se passou, foi de uma falta total de respeito pelas jogadoras, clube e treinador, e enorme falta de carácter da sua parte e FPF. 1º veio um Ofício na passada 4a feira, que tínhamos que pagar as viagens, e tínhamos que dar resposta até o dia seguinte às 16h. Como se admite um ultimato destes??? A resposta tinha de ser tão rápida, que claramente se vê, o vosso interesse na nossa participação! São muitas as equipas daí a participar e a pressionar para serem elas a competir e nós aqui da Madeira, ficamos a ver????? 2º, já na 5a feira, vem outro Ofício, dizendo que estávamos excluídas, porque não tínhamos Campeonato de Júniores. Será que as equipas que vão participar, têm campeonato?? Veremos!!!! O Marítimo, não foi informado desta regra e se não existe comunicação entre FPF e AFM, o problema não é nosso! Se você e o Mâncio não se entendem, as miúdas não têm que pagar por isso!! Isto contribui para o futebol feminino????? Impedir atletas, que treinaram uma época inteira, à espera desta oportunidade, para poderem ser vistas, é duma falta de respeito gritante!! A Madeira sempre foi e continua a ser excluída!! Já agora as Seniores por essa lógica têm direito a ir à Taça de Portugal, certo??? Agradeço uma resposta!" João Sousa 

É este o agradecimento que a FPF tem para com equipas que têm mantido a aposta no futebol feminino e que trabalham arduamente para fazer evoluir a modalidade. 
Se esta injustiça for adiante, boicotem as chamadas das jogadoras madeirenses à selecção. 

sábado, 18 de maio de 2013

Quem se segue?

Anunciada a intenção de Carlos Pereira de não se recandidatar a novo mandato "pela forma como, ao longo do tempo, esta instituição tem sido tratada. Pelo trabalho que faz merecia outra consideração. E nada tem a ver com a crise, é de antes da crise." e lançando o desafio para "aparecer outra pessoa com ideias novas, com vontade, determinação ,..., que pudesse ajudar a concluir coisas para as quais já me vão faltando forças." será importante provocar uma discussão no universo maritimista que permita encontrar um novo projecto para o clube e pessoas motivadas em resolver os graves problemas e desafios que o clube enfrenta. 
Este artigo visa apenas lançar a confusão e o debate, atirando nomes das mais diversas áreas e "ligações", de forma a forçar uma discussão sobre possíveis sucessores. 
Podem lançar os vossos candidatos, contestar os que constam desta lista,  opinar sobre o perfil que gostariam que tivesse um novo Presidente do C. S. M., novas ideias, etc. 
José Augusto Araújo
Nuno Rodrigues
Gonçalo Henriques
João Luis Lomelino
Rúben Aguiar
Gonçalo Santos
Luís Miguel Rosa
Rui Adriano
Luís Olim
Raimundo Quintal
Maurílio Caires
António Fontes

Eugénio Mendonça 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fim de ciclo

Em pouco mais de dois anos, caiu por terra a política desportiva regional e a ilusão de um projecto que, pelo meio, perdeu o controlo e criou um monstro insustentável.
Sejamos críticos e implacáveis em relação aos exageros do passado e a sonhos megalómanos validados por quem, na ânsia de a todos agradar, a todos colocou em perigo, mas procuremos agora as soluções e aproveitemos o momento para repensar o desporto regional de forma séria e sem lutas mesquinhas financiadas pelos dinheiros públicos e que muito ajudaram a criar um excesso de clubes, associações e parasitas que se alimentavam do monstro. 
O importante, quanto a mim, é manter a oferta formativa, apoiar as escolas que com boas infra-estruturas podem criar equipas em várias modalidades, ajudando a melhorar a competitividade e aumentando a base de recrutamento, aproveitando depois os  melhores para aquilo que seriam as "equipas de elite" que permitiriam a sobrevivência das várias modalidades e da sua representação nacional, recorrendo a fusões ou parcerias que criariam projectos representativos da respectiva modalidade, com a ambição de, na maioria, poder lutar pelos títulos nacionais e formar mais atletas madeirenses para as selecções nacionais, projectos olímpicos, etc. 
Não o vejo de outra forma mas poderão haver alternativas mais credíveis. É por isso que é importante discutir estes assuntos mas não é isso que acontece. As notícias são diárias, as ameaças constantes, mas ninguém promove o debate, ninguém parece preocupado.

Para os mais desatentos fica a lista das equipas que tombaram (despromoção, extinção da modalidade, suspensão da participação nacional) nos dois últimos anos (com base num trabalho do "DN") vítimas dos atrasos no que estava contratualizado, da consequente perda de qualidade dos seus plantéis e das dificuldades com as viagens em que o governo central subsidia as equipas continentais em competição nas ilhas mas não o contrário, sendo que as equipas que não constam da lista estão TODAS seriamente ameaçadas e não têm qualquer garantia de que estejam a competir na próxima época.

E nós vamos desistir de tudo. Não há reacção, não há interesse no debate, ficamos à espera. E um dia, quando contarem aos nossos filhos a história, estes hão-de perguntar porque não lutamos pelos nossos interesses, pelo nosso clube e nós ficaremos  envergonhados, sem resposta, sentindo que fomos uns bananas e que a culpa também foi nossa. E aí teremos pena pelos danos irrecuperáveis que sofremos e viveremos com a culpa de não ter acordado a tempo, de não ter sequer tentado. 

Futebol:
Camacha 
Ribeira Brava

Ténis-de-mesa:
Masc. 
1º Maio
Ponta do Pargo
Fem. 
G. D. Estreito 
ACM Madeira
SP. Porto Santo 
CTM Ponta do Sol
São João

Voleibol: 
Masc. 
AD Machico 
Fem.
C. S. Madeira

Hóquei: 
Portossantense
São Roque

Atletismo: 

 

sábado, 11 de maio de 2013

Marítimo-V. Guimarães (antevisão)

"Duas visões para a Europa

O momento
Marítimo: A formação de Pedro Martins passa fase negativa, com três derrotas seguidas (e um empate antes disso). O Marítimo não ganha desde 30 de março, desde que foi golear o V. Setúbal ao Bonfim (2-4). Mas ainda mantém o sonho europeu e é, por isso, obrigado a vencer o V. Guimarães.

V. Guimarães: Muito bem lançado no projeto europeu, o Vitória poderá, na Madeira, dar mais um passo decisivo rumo à Liga Europa. A equipa de Rui Vitória soma uma série de três vitórias e um empate e volta à Madeira, ilha onde, curiosamente, perdeu pela última vez (no reduto do Nacional, a 1 de abril).

As ausências
Marítimo: João Luiz e Adilson (lesionados); David Simão (rescindiu com o clube)

V. Guimarães: Marco Matias (castigado) e NDyaie (lesionado)


A palavra dos treinadores
Pedro Martins (Marítimo): «Há um lugar europeu ainda em aberto. Uma vitória neste jogo dar-nos-á uma boa posição. Espero um jogo aberto, com as duas equipas a lutar pela vitória. Faremos o nosso melhor para garantir mais três pontos, após dois resultados menos conseguidos.»
Rui Vitória (V. Guimarães): «Ainda há uma travessia no deserto a percorrer. Se houve clube que maior rendimento tirou do que é a essência da equipa B foi este. Era um risco que se corria quando se partiu para este projeto dado o número reduzido de jogadores que compunha o plantel principal».


Outros confrontos
O Marítimo-V. Guimarães é já uma partida com muita história no campeonato português. Nos 31 confrontos nos Barreiros, 12 triunfos para os madeirenses, 13 para os vimaraneses e seis empates.

Equipas prováveis
Marítimo: Salin; Briguel, Roberge, Márcio Rozário e Luís Olim; Artur, Rafael Miranda e Olberdam; Heldon, Sami e Suk
Outros convocados: Ricardo Ferreira, Igor Rossi, Rúben Ferreira, Marakis, Semedo, Fidélis, Danilo Dias.

V. Guimarães: Douglas; Kanu, Paulo Oliveira, El Adoua e Addy; Leonel Olímpio, Tiago Rodrigues e Barrientos; Amidó Baldé, Soudani, Ricardo
Outros convocados: André Preto, Rafael, Pedro Lemos, Crivellaro, João Ribeiro, Jona e Hernâni" in MaisFutebol

É a despedida dos Barreiros a uma longa e complicada época e o adeus a vários jogadores que estão de saída do clube. E nada melhor que um jogo contra o Vitória minhoto, que costumam ser sempre muito competitivos e animados, sendo que no histórico dos confrontos os vimaranenses até levam ligeira vantagem (+1 vitória). 
É o último jogo da época no Caldeirão o que, por si só, valeria uma excelente casa, mas todos sabemos que em Portugal não funciona assim. Por isso espera-se que pelo menos as pessoas que têm consciência disso estejam presentes e que esteja uma casa digna. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

De bradar aos céus

Estávamos alertados para as dificuldades desta época, um plantel curto, poucos reforços (e que não se conseguiram impor) e depois as lesões, etc., mas não contávamos que hipotecássemos as nossas hipóteses num jogo em Aveiro (com todo o respeito que nos merece o Beira-Mar) em que os próprios comentadores reconheceram a superioridade da equipa verde-rubra, mas também o facto de só ter começado a jogar a partir dos 70 minutos. 

Agora é tempo de preparar a próxima época tendo, ainda assim, a obrigação de vencer os dois últimos jogos.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O grandismo


Já fui ver o Marítimo ao país todo. Nunca me sentei na Central de ninguém e, sobretudo, nunca dei espectáculo, nem dentro, nem fora do campo. Fui quase sempre com as cores do meu clube, festejei os meus golos e festejei as minhas vitórias, muitas vezes no meio de adversários, mesmo que sempre nas bancadas visitantes. A certeza tenho que nunca faltei ao respeito a ninguém. E não digo isto de uma forma lírica ou bacoca; acho, sinceramente, que saber estar é tão importante no futebol como no resto da vida.

Não tenho nada contra os benfiquistas que foram aos Barreiros e souberam estar. Toda a gente tem o direito de festejar. Mais do que isso, sou o primeiro defensor do ir ao estádio, mesmo que seja para os meus adversários. Como alguém que anda lá desde o tempo em que não tinha tamanho de gente, acredito que ir ao estádio resolvesse uma parte substancial dos problemas do futebol português. Pela assimilação, pela identificação, pelo gosto que se ganha, pelo que se aprende, e porque nada substitui a vivência que se adquire. Ver futebol pela televisão e pelos jornais não é ver futebol. É, aliás, a principal razão para só haver três clubes em Portugal.

Sou o primeiro defensor do ir ao estádio, mesmo que seja para os meus adversários, e admito que, nestes Barreiros, não dava para fazer melhor. Se me custou pela morte ver o Caldeirão de vermelho, num rácio de 3 ou 4 para 1? Não é preciso responder. Mas posso viver com isso. Para lutar contra as circunstâncias, é preciso saber aceitá-las. Gostava que aquilo fosse tudo os nossos, mas fôssemos só uma dúzia, e o meu orgulho era o mesmo.

Na verdade, podia estar lá sozinho, e o orgulho no Leão era exactamente o mesmo. Acho que, para qualquer maritimista, e para qualquer adepto de um não grande, essa é a mais definitiva de todas as vitórias. Não é preciso ganhar mais, ou ganhar sequer; não é preciso ter mais gente, ou estar em maioria na própria casa, sequer. Não é preciso os jornais serem sobre nós, ou falarem de nós, sequer. Benfiquistas, portistas e sportinguistas olharão para isto, e não poderão perceber. É essa a nossa derradeira vitória, porque essa nunca está em jogo, não depende de títulos, nem de mediatismo, nem de status. Somos pequenos, e há pouco aí fora para nós. Não precisarmos, mesmo assim, de nada em troca, é sermos campeões todos os dias.

Não tenho nada contra os benfiquistas que foram aos Barreiros e souberam estar. Dos que lá foram em romaria colonial adorar os senhores da metrópole, de peito bufado e vaidade parola por vestirem a camisola que, para eles, celebra a sofisticação do primeiro mundo, dos que nos festejaram a vitória na cara e gritaram "vão para casa", porque eles, por beberem do néctar do benfiquismo, são supra-madeirenses, desses, sinceramente, tenho pena, como se tem pena de qualquer ignorante que já não tem volta a dar, e que não está remotamente convencido disso. Esses nunca vão perceber que não são melhores por ser do Benfica. Que não são especiais por ser do Benfica. Que o Benfica não é nenhum clube privado que os escolheu, e que toda a gente podia ser do Benfica.

A última ironia é que, na verdade, é dos grandes quem quer, como acontece com todas as coisas que são estupidamente fáceis. Dos outros é quem pode, porque, e o futebol português é esse exemplo acabado, muito pouca gente está disposta a jogar para coisas mais importantes do que ganhar ou perder.

terça-feira, 30 de abril de 2013

A hora é de indignação

A todos os que se sentiram incomodados com o que ontem se passou nos Barreiros e com as declarações (embaraçosas) do Presidente do nosso clube, poderão deixar a sua opinião em geral@csmaritimo.pt e o seu desagrado será encaminhado à pessoa certa.
Se preferirem podem enviar por carta ou telefonar directamente para o clube. Todos os meios servem para pressionar e obrigar a que, pela primeira vez em anos, pelo menos ouçam os sócios e adeptos.  
Complexo Desportivo C.S.Marítimo - Rua Campo do Marítimo
9020-208 Funchal
Tel.: +351 291 708 300
Fax: +351 291 708 310
O V. H. já enviou o seu comentário, façam o mesmo. 
"Ontem cheguei às imediações do estádio eram 19h35m. O dia e a hora para o jogo não eram as melhores, o que merecia uma redobrada atenção da organização. A fila para entrar na cabeceira, agora lateral sul, prolongava-se até à entrada da central. Até parecia que o Marítimo era o clube visitante de tantos que eram os cachecóis e camisolas vermelhas. Até às 19h55m nem tinha chegado ao início da descida – daí até à entrada ainda é um bom bocado. Optei por regressar a casa. Pelo caminho passei na loja do clube e manifestei o meu desagrado à organização pela forma como protegem os sócios. Enfiam tudo no mesmo saco: sócios, pagantes e penetras de convites; depois é o espectáculo vergonhoso que se vê. Poderia ter-me mantido na fila, mas entrar no estádio com 20m de jogo, não muito obrigado. Nem sei se ficou gente de fora, mas nem me admirava nada. Quando cheguei a casa mandei e-mail também para a caixa geral do clube (já desconfio que nem espreitam os e-mails recebidos) e dei-lhes os parabéns pela magnífica organização. Depois vi o jogo na net e ouvi o relato com uma grande mágoa, mas com o cartão do miúdo e o meu em cima da secretária, cachecol, camisola e muita fé nos nossos Maravilhas. Não correu bem. Parabéns Pedro Martins, parabéns jogadores, adeus Liga Europa."

P.S. 
Podem também deixar nos comentários o relato sobre aquilo que se passou ontem. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

MARÍTIMO - Benfica



Joga-se hoje o último jogo desta jornada. Marítimo caiu para 9º Lugar após vitórias do Estoril, Rio Ave e Sporting (que venceu o Nacional que desceu para 10º colocado), empate de Guimarães com o surpreendente Paços de Ferreira.



Últimos Jogos:
MARÍTIMO:  D, E, V, E, D. Em termos anímicos, muito ficou a desejar esta última derrota frente ao eterno rival, Nacional.

Benfica: V, V, V, V, V. Em termos anímicos o Benfica procura continuar a sua série de vitórias, ao qual eles denominam este jogo como o mais importante, antes de jogarem com o Braga.

Melhores Marcadores:
MARÍTIMO: David Simão, Suk e Sami - 4 golos. Rafael Miranda - 3 golos; Adílson, João Guilherme, Fidélis, Artur, Héldon e Danilo - 2 golos. Kukula, Rodrigo António e Roberge - 1 golo.

Benfica: Cardozo e Lima - 16 golos; Rodrigo - 7; Enzo - 4; Gaitán e Matic - 3; Melgarejo e Maxi Pereira - 2; Urreta, Luisinho, Nolito, André Gomes, Luisão e Garay - 1;

Convocatória:
MARÍTIMO alinha com: Salin, Briguel, Márcio Rozário, Igor Rossi, Olim, Rafael Miranda, Marakis, Artur, Sami, Héldon e Suk. Os suplentes são o guarda redes Welligton, que se mantêm como suplente, Ricardo, João Diogo, João Guilherme, Rubén Ferreira, Semedo, Olberdam, David Simão, Rubén Brigido, Danilo Dias e Fidélis.

Benfica alinha com: Artur, André Almeida, Luisão, Garay, Maxi Pereira, Matic, Enzo, Salvio, Ola John, Lima e Rodrigo. Os suplentes são Paulo Lopes, Bruno Varela, Melgarejo, Jardel, Roderick, Carlos Martins, Aimar, Urreta e Cardozo.



Discurso do nosso treinador:
Pedro Martins: afirma que os primeiros minutos são fundamentais, relembrando que no ano passado o Marítimo surpreendeu e bem o Benfica, na Taça de Portugal vencendo o jogo (e quem é que não se lembra do belíssimo golo que marcamos). Refere a importância destes três pontos.


A minha visão:
É possível sonhar, dizer que é impossível ganhar ao Benfica é totalmente errado, ainda para mais com eles a terem feito um jogo a meio da semana em que perderam e que poderão estar com a confiança mais baixa dos últimos tempos.
Estes três pontos que estão em jogo são fulcrais para conseguirmos a Europa. E sem eles, talvez seja muitíssimo complicado.
Jogar na Madeira, para qualquer equipa é difícil, pelos adeptos fervorosos que temos (aqueles que não viram a casaca!). A Madeira é uma ilha muito bairrista, com uma alma incrível a nível desportivo que cativa qualquer apaixonado por futebol (e assim me conquistou).
Espero uma equipa coesa, que saiba defender primorosamente, onde o brilho defensivo pode dar à glória atacante. Para isso prevejo uma equipa a saber defender, com cabeça e com contra ataque a ter que funcionar no seu pleno, em grande estilo, com velocidade, passe certo e remates certeiros. Suk poderá e muito bem vir a fazer um golo que lhe dará a certidão de "marcador a clubes ditos grandes", sendo que já marcou ao Sporting e Porto e é titular indiscutível desde que chegou.
Penso que todos os maritimistas fervorosos, apaixonados pelo clube, estão com uma grande fé para este jogo, onde acreditar será a palavra chave para todos, desde jogadores a treinador a adeptos.
É também nestes jogos que mais "dor" causa a todos os verdadeiros verde-rubros, pois é inqualificável e intolerável que adeptos maritimistas e madeirenses, neste jogo estejam do lado de lá. É talvez das piores coisas que pode acontecer a um verdade.
Então por isto espero uma vitória por 1-0, não acreditando que será mais do que isso.

Esperemos que não aconteça como o ano passado surpreendendo tudo e todos com a VITÓRIA!



VAMOS MARÍTIMO, NÓS ACREDITAMOS! MOSTRA-TE GRANDE, MOSTRA-TE LEÃO DE ALMIRANTE REIS, MOSTRA-TE MARÍTIMO, MOSTRA-TE VERDE E VERMELHO, MOSTRA-TE MAIOR DAS ILHAS! MOSTRA-TE 100%!!!



sábado, 20 de abril de 2013

Nacional – Marítimo: Antevisão do Dérbie da Madeira


Após paragem da Liga Zon Sagres, regressamos para o Dérbi da Madeira, que, como é certo e sabido, é um jogo importante na região, confrontando-se as duas maiores equipas madeirenses e que há muito não escondem a sua rivalidade.
Pela tabela classificativa, a diferença é escassa, sendo que o Marítimo está melhor, na 6ª posição com 34 pontos e o Nacional em 10º com 31 pontos.
Verificando os diversos cenários que podem acontecer na Choupana, tendo assim uma ideia geral do que possa acontecer, nota-se o seguinte:

  • Em caso de vitória do Marítimo, os verderrubros mantêm-se à frente de Rio Ave, Guimarães, Sporting e Nacional. Pelo menos com mais um ponto que os três primeiros e mais seis do Nacional.
  • Já o empate, permitirá ao Rio Ave, Guimarães e Sporting consigam ultrapassar o Marítimo na tabela classificativa. Caso vençam distanciam-se em um ponto do Marítimo, sendo que estas equipas também não têm desafios fáceis (por ordem, Paços de Ferreira – Rio Ave; Olhanense - Vitória de Guimarães; Benfica – Sporting).
  • Derrota do Marítimo fará com que o Nacional iguale os pontos dos verderrubros, ao passo que Rio Ave, Guimarães e Sporting podem, em caso de vitória, ultrapassar em dois pontos o Marítimo, que pode cair para 10º lugar.

* Jogos já realizados nesta jornada faz com que o Braga tenha neste momento 46 pontos e a Académica se mantenha com 21

Circunstâncias de jogo:

Nos 5 últimos jogos, o Marítimo empatou com o Moreirense, perdeu com o Braga, empatou frente ao Porto, venceu o Vitória de Setúbal e empatou frente à equipa sensação da época, Paços de Ferreira. Forma: E;D;E;V;E; 
Já o Nacional venceu o Gil Vicente, empatou frente ao Rio Ave e Beira-mar, venceu depois o Vitória de Guimarães e, por fim, foi goleado pelo Estoril (4-0). Forma: V;E;E;V;D

Sondagens: 

A maioria votou no triunfo verde-rubro, em seguida o empate entre estas duas equipas e, por último,  a vitória alvinegra. Nota para o mais do dobro de votos a favor da vitória verderrubra face ao rival.



Curiosidades: 
No total de 29 encontros, o Nacional venceu apenas 5 e o Marítimo 11, empatando 13 vezes. Quanto a golos marcados, o nacional marcou 28 e o Marítimo 38. Em média, o Nacional conta com 0.97 golos/jogo e o Marítimo 1.31. Em percentagens, 44% empates, 37% vitórias maritimistas e 17% alvinegras.
Em casa do Nacional, os dados são diferentes, em13 encontros na Choupana a contar para a Liga Portuguesa, o Nacional venceu 3 (23%) dos 13 encontros, e o marítimo apenas 2 (15%), empatando a maior parte dos encontros (8 que corresponde a 62%).
Em casa do Marítimo, o Nacional pouco venceu, com apenas 2 triunfos de 14 jogos a contar para liga, correspondendo a 13%. Já o Marítimo venceu 9 encontros, correspondendo a 60%. O empate nos Barreiros conta com 27% das vezes, correspondendo a 4 empates.
Os records datam das épocas 2005/2006, 2006/2007 e 2009/2010, em que o Nacional venceu por maior margem o Marítimo, em casa, por 2-1, 3-2 e 2-1 respetivamente. Já o Marítimo detém como maior vitória 0-2 na época 2007/2008 (golos do Makukula e Wênio). 
Os últimos 3 dérbies, registou se uma vitória caseira do Marítimo (2-0, golos de Fidélis e Sami), um triunfo do Nacional nos Barreiros (2-4, os golos verderrubros a serem apontados por Benachour e Ibrahim) e um empate na Choupana (2-2), em que que os maritimistas colocaram-se em vantagem na primeira parte, graças a Baba, mas depois os nacionalistas conseguiram a reviravolta e, quando tudo parecia perdido, Héldon empatou na última jogada do encontro de grande penalidade).
Mesmo assim, é clara a supremacia do Marítimo, que venceu a maior parte destes encontros.

Melhores Marcadores: 

Nacional: Mateus com 7 golos; Diego Barcellos, Mário Rondón e Claudemir com 4; Isael e Revson com 3; Manuel da Costa e Mexer com 2 golos; Bruno Moreira, Ladji Keita, Candeias e Moreno com 1.
Marítimo: David Simão e Sami com 4 golos; Suk e Rafael Miranda com 3; Adilson, João Guilherme, Fidélis, Artur, Héldon e Danilo Dias com 2 golos; Kukula, Rodrigo António e Roberge com 1.

Golos Sofridos: 

Nacional: Gottardi com 30 (em 16 jogos) e Vladan com 13 (em 9 jogos).
Marítimo: Salin com 21 (em 17 jogos) e Ricardo Ferreira com 16 (em 8 jogos).

Lista de convocados: 

Marítimo:
Guarda Redes: Salin e Wellington Lima
Defesas: Briguel, Roberge, Márcio Rozário, Rúben Ferreira, Luís Olim, Igor Rossi ;
Médios: Semedo, Rafael Miranda, Artur, Heldon e Olberdam
Avançados: Sami, Suk, Danilo Dias, Kukula, Fidélis

Nacional:
Guarda Redes: Gottardi e Vladan
Defesas: Mexer, Marçal, Moreno, Aly Ghazal, Nuno Campos e Diogo Coelho
Médios: João Aurélio, Diego Barcellos, Claudemir Jota.
Avançados: Mateus, Candeias, Edgar Costa, Rondon, Bruno Moreira e Keita

Ausências Forçadas:
Marítimo: David Simão, por acumulação de amarelos; e o já “normal” João Luiz.
Nacional: Manuel Rodrigues está castigado e lesionados estão o Revson e Skolnik.

Discursos dos treinadores: 

Pedro Martins disse "Vamos à Choupana com o intuito de vencer. Se vencermos, vamos dar um passo importante para o nosso grande objetivo".

Manuel Machado disse "É sempre um momento diferente, mais pela envolvente do que propriamente dos profissionais que vão trabalhando para este emblema de forma cíclica, mas de qualquer maneira há que perceber o espírito e saber a importância acrescida que este jogo tem, nesse plano, porque no plano daquilo que é a competição não foge dos três pontos que estão em jogo, mas de qualquer maneira queremos dar uma alegria aqueles que são os nossos adeptos, à nossa direção, enfim  daqueles que estão do lado das nossas cores, e por isso acresce aos tais três pontos esse fator".



Discurso de jogadores:

Semedo diz que "a rivalidade que há entre os dois clubes, mexe um bocado com os jogadores e acaba por ser um jogo diferente. Mas que está em jogo são três pontos", notou o médio, sublinhando a importância de vencer na Choupana. Referiu também que "Estamos numa fase em que não podemos facilitar. Nesta altura, perder ou empatar, acaba quase por ser fatal nesse aspeto. Sabemos que todos os jogos serão difíceis, mas para nós o empate terá um sabor a derrota. Vamos entrar sempre com o pensamento na vitória nestas cinco finais», assumiu Semedo, afirmando-se bem para ajudar a equipa.
Sami refere que "Vamos tentar explorar as fragilidades do Nacional e os espaços que eles deixam. Os nossos treinos têm sido nessa base. Além disso, vamos procurar anular o seu ataque”. Segundo Sami, o técnico Pedro Martins pede aos jogadores “tranquilidade e controlo emocional, para conseguirmos ter o jogo a nosso favor, e também para não cometermos muitos erros”. Sami mostra também saber da importância de um bom resultado no domingo. “Na posição em que estamos, se ganharmos estes 3 pontos sabemos que vamos abrir um fosso para as outras equipas.Claro que não queremos desperdiçar essa oportunidade”, notou Sami.
Márcio Rozário diz "Quem errar menos, ganha. Tenho a certeza que vamos procurar não errar, de forma a vencer a partida", "Estamos a trabalhar forte com o nosso treinador e durante a semana vamos acertar os detalhes para que tudo corra bem para o Marítimo". O defesa central admite que vai ser “um jogo difícil”, mas “a equipa vai entrar com garra para sair com a vitória”. Rozário nega haver mais pressão na Choupana, sublinhando que “em todo os estádios há pressão”. Com vista a um lugar para as competições europeias, o jogador diz que “todos os jogos são finais”. “Sabemos jogar bem em casa e fora. Acredito que nos vamos classificar para a Liga Europa”, concluiu.
Danilo Dias tem também vindo a dizer, em conversas com adeptos, que está com uma enorme vontade de triunfar, com uma enorme vontade de jogar este dérbie e que quer muito marcar ao Nacional, dando tudo por tudo para a conquista dos três pontos



A minha visão

Vai ser um jogo forte em termos de paixão e emoção, jogo este que valerá três pontos mas carregado de mística e sentimento. Espero, por isto, ser um espetáculo de futebol ao invés "guerra campal". Espera-se garra e luta, de modo a mostrar qual a equipa mais aguerrida e também a melhor formação e equipa madeirense.
Será um jogo equilibrado, isso é certo, porém penso que existirá novidades no sistema tático. Acredito mesmo que o Marítimo se apresentará com um sistema diferente, como avançou a Rádio da Jornal Madeira, no programa de quinta-feira, pelo locutor João Canada.
Héldon Ramos deverá então desempenhar a função de médio e que no ataque depois se desdobrará para a sua posição original, ficando assim apenas na frente Suk como ponta de lança e Sami como "segundo" ponta de lança, ligeiramente atrás de Suk (que poderá depois ir para extremo, servindo Artur ou Semedo de médio ofensivo centro). Isto faz com que a equipa se desdobre e seja um ataque móvel, com preocupações quer defensivas quer ofensivas
Será uma equipa então em 4-4-2 que se desdobrará em 4-3-3, ainda assim coloco as minhas dúvidas e não sei até que ponto até que ponto não será a tática normal consoante a equipa que o Nacional apresente, sendo que para essa modificação não é necessário nenhuma saída e entrada na equipa, graças a polivalência dos homens da frente de ataque.
Acredito que o Marítimo tem melhor coletivo, com a emoção de madeirenses irem disputar este jogo, que trazem consigo a verdadeira alma maritimista, com todo o amor que é pedido.
Acho por tudo isto que iremos triunfar, sem outro resultado me deixar feliz, sendo que penso que será por uma margem de 2 ou 3 golos, para ficar na história desportiva da Madeira. Assim sendo, Héldon, Suk e Danilo Dias são as minhas apostas, não descartando a hipótese de Sami fazer o golo, ultrapassando o David Simão como melhor marcador.
É difícil prever o que vai acontecer, e temo mesmo que possa existir alguma precipitação e erro da nossa parte, e por isso espero que jogadores como Rúben Ferreira e Márcio Rozário se mantenham lúcidos e conscientes nas suas entradas e desarmes.




Texto escrito conforte o Acordo Ortográfico

Sem tv, mas com muita paixão

Mais um domingo "à antiga", com futebol às 16h em dia de dérbi. 
É verdade que sempre criticamos os horários impostos pela televisão por não terem em conta o principal que são os adeptos, por não se preocuparem minimamente em transmitir imagens desoladoras de bancadas vazias de estádios que nunca enchem e que tenham sido uns dos principais responsáveis por aquilo em que se tornou o futebol português. Mas não deixa de ser absurdo que um dérbi, e pela segunda vez esta época, não seja reconhecido como um jogo de cartaz, sendo preterido em relação a, por exemplo, um Olhanense x V. Guimarães (e até um Moreirense x FCP, mas os "monstros sagrados" já sabemos que são intocáveis). 
Nunca fui assinante, prefiro pagar quotas e ajudar o meu clube e gostava que as pessoas tomassem consciência do que se passa no nosso futebol e agissem em conformidade (e como nós estão outras 12 equipas da I Liga), lutando por uma maior justiça e por mudanças num futebol que não se quer tricéfalo.
Aproveitando a onda, não posso também deixar passar a indignação com dirigentes que em nada honram o futebol. 
Quando no jogo nos Barreiros se colocam os bilhetes a 12,5€, reconhecendo as dificuldades actuais e não privando ninguém do espectáculo e da festa que "devia" ser o futebol, não faz sentido e é uma atitude muito pouco digna inflacionar o valor dos bilhetes para 20€, tentando prejudicar os adversários mesmo que para isso também tenham que pagar os seus próprios adeptos. 
Mas essas atitudes ficam com quem as tomam. Há gente que não sabe estar no futebol e isso também tem ajudado ao panorama actual. 

Em relação ao jogo, é um dérbi, é sempre imprevisível e emocionante. 
Nove pontos nas cinco finais que nos restam poderão ser suficientes para atingir os nossos objectivos e se pontuarmos nos dois próximos encontros tanto melhor e ou ganhamos confiança para o que resta ou ficamos sem qualquer margem de erro nos últimos três jogos.
Em relação à equipa Pedro Martins terá um grave problema no meio-campo para substituir D. Simão já que Olberdam e Semedo têm pouco ritmo e são as únicas opções para o lugar.  
Vamos ter que trabalhar muito para podermos repetir as imagens da primeira volta. 
A pressão está do lado rival que tenta salvar a época neste jogo. Espera-se que a equipa se mostre coesa e, sobretudo, concentrada durante os 90 minutos - não podemos deitar a perder um jogo e pontos como aconteceu na época passada. 
De resto, só nos resta o cliché, que seja um grande jogo e que ganhe a melhor equipa (que todos torcemos para que seja o C. S. Marítimo). 

P.S.:
Podem enviar a vossa missiva, que terá maior impacto se acompanhada por um pedido de cancelamento do respectivo canal, para: 
Parque das Nações - Edifício SPORT.TV
Alameda dos Oceanos - Lote 2.08.01 - 2º
1998-024 Lisboa


A não perder também a nossa equipa B às 11h em Santo António. 
Sócios - entrada livre; Não-sócios - 6€ (central) e 4€ (poente/ nascente);