domingo, 27 de novembro de 2011

Música com dedicatória


Baba Baba Baba Baba .. 

sábado, 26 de novembro de 2011

Não foi um bom resultado..




O resultado não foi famoso, mas tendo em conta as "incidências" da partida, aceita-se. 
Na primeira parte esteve melhor o Marítimo, a controlar o jogo e a chegar à vantagem ao minuto 29, em mais um golo (9º) do inevitável Baba. 
A expulsão veio trazer-nos dificuldades desnecessárias, tendo que enfrentar 45 min em desvantagem numérica e dando novo ânimo a uma equipa que parecia perfeitamente controlada. 
Não caímos na tentação de recuar demasiado as linhas e as substituições demonstraram grande ambição da parte de Pedro Martins. 
O Nacional deu a volta ao resultado no penúltimo minuto de jogo, de uma forma injusta porque, mesmo tendo um maior domínio não criara grande perigo junto da baliza de Peçanha. 
Na última jogada do minuto de compensação, mão de Luís Alberto e pénalti convertido por Heldon, a trazer maior justiça a um resultado que, não fosse a expulsão, estou em crer que teria sido bem mais positivo. 
Nota negativa A visão desoladora das bancadas. Um dérbi merece povo, merece estádios cheios. 
Infelizmente não é esta a visão de alguns dirigentes desportivos, que tudo fazem para afastar as pessoas. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Envie-nos as suas fotografias do dérbi --> irredutivelmaritimo@mail.com

Contagem decrescente ..

"Tenho a certeza de que estamos mais fortes nos aspectos anímicos que o Nacional, mas isso só não chega. Isso não basta para vencer, até porque o Nacional vai querer jogar muitas fichas neste derby, pois em caso de derrota ficará a 14 pontos, o que é considerável nesta fase do campeonato.
A história dos derbies da Madeira, mas também dos outros derbies do campeonato nacional, mostra que a equipa que está menos bem consegue surpreender, por vezes. Nem sempre é assim, mas por vezes isso acontece. Vai ser um jogo difícil e complicado perante uma equipa que tem ambições, tal como nós, de atingir uma prova europeia. Portanto, sabemos das dificuldades que vamos encontrar no jogo de sábado.
Se as pessoas tiverem possibilidades financeiras de se deslocar à Choupana, nós gostaríamos que isso acontecesse. Nós gostamos de jogar com público. Dá mais cor ao futebol, é mais atraente. Gostaríamos que a nossa massa associativa comparecesse, porque os adeptos têm sido importante para ultrapassarmos os momentos de grandes dificuldades." Pedro Martins


Lista de convocados: 
GR: Ricardo Ferreira e Peçanha;
DF: Briguel, João Guilherme, Roberge, Igor Rossi, Rúben Ferreira e Luís Olim;
MD: Roberto Sousa, Rafael Miranda, João Luiz, Olberdam, Benachour;
AV: Danilo Dias, Baba, Fidélis, Heldon, Sami e Gonçalo Abreu.

Golo de Checa num Marítimo 4 - Nacional 1, em 1956 no campo do Liceu.
in maritimosaudade

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fuga para a vitória.

Uma das histórias mais comoventes e dramáticas da história do futebol, sobre uma equipa de heróis que usou o futebol para derrotar o nazismo, mesmo sabendo que a vitória significaria..


"Tudo começou a 19 de Setembro de 1941, quando Kiev foi ocupada pelos nazis. Nos meses seguintes, a cidade foi arrasada e os seus habitantes não podiam trabalhar nem viver nas suas casas, pelo que vagueavam pelas ruas, na mais absoluta indigência. Entre esses mendigos, doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, antigo guarda-redes do Dínamo Kiev.
Ajuda Josef Kordik, um padeiro alemão que os nazis não perseguiam, era adepto de futebol e conhecia o onze do Dínamo Kiev de trás para a frente e vice-versa. Um dia, Kordik carregava o pão pelas ruas quando reconheceu Trusevich. Na ânsia de ajudar o seu ídolo, Kordik deu tecto e comida ao guarda-redes, fintando os nazis, com o argumento de precisar de um ajudante para amassar o pão naquelas madrugadas intermináveis. Na convivência entre ambos, as conversas só giravam à volta do futebol, deste e daquele jogo, daquela ou daqueloutra defesa mais espectacular. Até que Kordik teve uma ideia: em vez de Trusevich perder o tempo a amassar pão, poderia ir à procura do resto da equipa do Dínamo Kiev. Assim foi.
Companheirismo Trusevich percorreu toda a cidade e, além de reunir os outros dez companheiros, também encontrou três do arqui-rival Lokomotiv. Juntos, foram viver escondidos para a casa do padeiro. Só Trusevich estava autorizado a dar a cara aos nazis na padaria. Todos os outros dormiam, comiam e trabalhavam para Kordik sem que ninguém desconfiasse de nada. Reunidos então pelo padeiro, os jogadores não demoraram a dar o passo seguinte e formaram uma equipa. Como o Dínamo era passado, nasceu o FC Start, que, através de contactos alemães, começou a desafiar equipas de soldados inimigos e selecções formadas pelo III Reich.
Bola a rolar A 7 de Junho de 1942, o primeiro jogo. Apesar de cansados pelo trabalho invisível na padaria, durante toda a noite, o FC Start goleou 7-2. No encontro seguinte, 6-2. Depois, 11-0 a uma equipa romena, para destoar dos alemães. A coisa ficou séria a 17 de Julho, quando despacharam uma selecção do Exército alemão por 6-2. O grupo já começava a ganhar demasiada fama e a incomodar os nazis, que contrataram uma equipa húngara com a missão de acabar com a invencibilidade dos empregados da padaria. Mas o FC Start goleou novamente (5-1). Na desforra, novo triunfo (3-2).
Agora a doer Em Agosto, no dia 6, os alemães chamaram os membros da Luftwaffe, uma grande equipa utilizada como instrumento de propaganda de Hitler. Mais agressivos que nunca, os alemães saíram vergados por uma clara derrota por 5-1. Foi aí que Berlim tomou conta da ocorrência e decidiu exterminar o FC Start, incluindo o padeiro alemão. Mas só fuzilariam os russos após a derrota destes, porque os altos dirigentes do III Reich acreditavam que o gratuito acto de assassinato não faria outra coisa além de perpetuar a derrota alemã. Por isso, Berlim organizou um outro jogo, a 9 de Agosto, no Estádio do Zenit.
Antes do jogo, um oficial da SS entrou no balneário e disse em russo: "Vou ser o árbitro. Respeitem as regras e levantem o braço." Já no campo, os jogadores do FC Start, camisa vermelha e calção branco, levantaram, de facto, o braço mas em vez de dizerem "Heil Hitler", gritaram "Fizculthural", uma expressão soviética que proclamava a cultura física. Os alemães, de camisa branca e calção preto, marcaram o primeiro golo mas sofreram dois até ao intervalo. Novamente nos balneários, um outro oficial da SS ameaça os russos: "Mesmo que ganhem, serão fuzilados." Os jogadores olharam uns para os outros e chegaram a desanimar, mas pensaram nas suas famílias destruídas pelos nazis e nos gritos dos adeptos das bancadas e voltaram ao campo... para vencer 5-3. No último minuto, o avançado Klimenko isolou-se, fintou o guarda-redes e, com a baliza aberta, deu meia volta e chutou a bola para o seu meio-campo, num gesto de desprezo, de superioridade total. O estádio veio abaixo.
Os alemães nada fizeram e deixaram os russos sair. Inclusivamente, o FC Start jogou três dias depois e goleou 8-0 o Rukh. Mas o final já estava traçado, e a Gestapo visitou a padaria para destruir pela segunda vez o Dínamo Kiev. O primeiro a morrer torturado foi o padeiro Kordik. Os demais (à excepção de Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia) foram enviados para campos de concentração e acabaram todos por morrer, incluindo o guarda-redes Trusevich, fuzilado vestido à FC Start.
Dínamo e Zenit Ainda hoje, os espectadores que viram o penúltimo jogo do FC Start, o tal ganho à equipa dos nazis, têm entradas gratuitas nos jogos do Dínamo Kiev. Nas escadarias do clube, vê-se um monumento que saúda e recorda aqueles heróis do FC Start, os indomáveis heróis de guerra do Exército Vermelho, aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.
Na Ucrânia, os jogadores do FC Start são hoje heróis da pátria e o seu exemplo de coragem é ensinado nas escolas, como o hino nacional, o alfabeto e as cores. No Estádio do Zenit, uma placa enorme diz "aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazi".
Esta é a história da "Partida da Morte". John Huston inspirou-se nela para fazer o "Fuga para a Vitória" e alterou o final, com empate (4-4) e invasão pacífica de campo para permitir a confusão que permite a escapada dos prisioneiros. Pena que, nesse caso, tenha só sido ficção..." in 'ionline'

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Não acredito em bruxas, "pero que las hay..."

Um azar nunca vem só! Depois da Taça de Portugal, calha-nos em azar o "grupo da morte" desta Taça da Liga, com deslocações à Luz e a Guimarães. Como é possível?!
Daqui em diante vamos ter que levar uma cruz de alecrim para os sorteios. 


Grupo B
1.ª jornada (2/3 Janeiro)
V. Guimarães-Benfica
Marítimo-Santa Clara

2.ª jornada (18 Janeiro)
Benfica-Santa Clara
V. Guimarães-Marítimo

3.ª jornada (4/5 Fevereiro)
Benfica-Marítimo
Santa Clara-V. Guimarães

* Nota final para uma competição montada para servir os interesses de três clubes. 
Cabeças-de-série com uma deslocação na 1ª. jornada e depois dois jogos em casa para resolver o apuramento. 

Ainda a mentalidade parola

Infelizmente não é só a comunicação social do continente que ajuda a construir a mentalidade parola dos adeptos de futebol madeirenses. 
Como é possível que um jornal "regional", que deveria destacar as equipas da R.A.M., ofereça uma 1ª. página a um clube de Lisboa? 
É verdade que estiveram arredados da L.C. anos a fio, é verdade que na época passada prometeram ganhar esta competição acabando depois noutra, mas uma 1ª. página de uma equipa que a nós não nos (devia) diz(er) respeito, só porque se qualificou para os oitavos-de-final? 
Faria sentido se isto fosse o "DN" de Lisboa, não sendo custa muito a entender esta opção. 

Há quem não mereça a oportunidade que os clubes desta região oferecem, de termos futebol de qualidade na Madeira. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Benjamins

Um grande golo de um dos infantis do Marítimo D, para acompanhar através do blogue marítimofut2001.

"Oitavos" da Taça

O único jogo entre equipas da I Liga calhou-nos a nós, sendo que o calendário não se apresenta tão fácil como para outros que poderão chegar à final sem encontrar qualquer equipa do escalão principal. 
Calhou-nos o caminho mais complicado para chegar ao Jamor, mas não deixamos de ambicionar lá voltar, apesar de, segundo a comunicação social, já termos sido eliminados (juntamente com o Belenenses):
"Sporting - Benfica em perspectiva nos 'quartos'." Record
"Sporting - Benfica na forja nos quartos-de-final." A BOLA
Ficamos a torcer para encontrar o Belenenses nos quartos-de-final e o Ribeira Brava no Jamor. 
Sporting/ Belenenses - C. S. Marítimo/ Benfica
Leixões/ Académica - Desportivo das Aves/ Ribeira Brava
Moreirense/ Torreense - Tirsense/ Nacional
Mirandela/ Oliveirense - Estoril-Praia/ Olhanense

A mentalidade portuguesa.

Vale a pena ler até o fim. É sobre o Santa Clara, mas poderia ser sobre qualquer outro clube português, e demonstra aquilo que nós também sentimos por cá. 
Quando o jogo com o Benfica se aproxima, este texto deveria servir de reflexão a muita gente que se diz madeirense.  

"No passado domingo, levantei-me em sobressalto e munido de um nervoso miudinho que não me permitiu beneficiar daquele calor dos lençóis e dos edredões que tanto nos conforta, principalmente ao fim-de-semana.
Claro que não haviam razões para tanto alarido, afinal aquele era um domingo igual a tantos outros, não fosse o facto de o Santa Clara jogar a segunda-mão da segunda fase da Taça da Liga, na Marinha Grande. 
Seria esta uma razão plausível para tanta agitação numa altura em que temos tanto para nos preocupar? Valerá a pena perder o sono por futebol? Ambas as questões ecoavam na minha cabeça, mas o que é que querem, o futebol ainda vai sendo, a par da família (o mais importante), das poucas coisas que me vai dando alegria. Acrescente-se a isto o facto de ter emprego, coisa que muitos portugueses já não podem dizer, e estão reunidas condições para que ainda possa sorrir.
Na Marinha Grande, o Santa Clara jogava muito mais do que uma simples partida de futebol. Os encarnados tinham a possibilidade de escrever mais uma página de ouro na sua já longa história ,.., Com o passar das horas, a ansiedade foi aumentando, alimentada pelo desejo de que o jogo começasse para que se pudesse confirmar a passagem para outro patamar, para aquele em que já marcarão presença os ditos “grandes” do futebol português, local em que aliás, defendo, o Santa Clara deveria sempre estar ,.., Até agora, pelo que me é dado a ver, o percurso para alcançar o topo tem sido bem feito. Com moderação, com contenção de despesas, apostando em jogadores jovens que pretendem alcançar um “lugar ao sol”. Só assim poderemos regressar à Primeira Liga, não cometendo as loucuras de um passado bem recente e com a certeza de que um dia que lá cheguemos estarão reunidas as condições para lá ficarmos por muitos anos. 
Voltando a domingo, devo dizer que foi uma hora e meia de jogo de nervos, sempre com os ouvidos no rádio, sofrendo por fora, de longe, algo que ainda custa mais, custa muito mais. No final, a ansiedade deu lugar à satisfação, ao regozijo e ao orgulho. O Santa Clara tinha conseguido, com algum sofrimento, mas também com muita justiça, um apuramento inédito. 
Todavia, no meio de tudo isto, comecei também a escutar algumas conversas menos próprias, muitas vindas de adeptos que, certamente, são tudo menos pessoas que gostam e defendem os encarnados. Ouvia: “agora sim vou ao Estádio de S. Miguel. Oxalá fiquem no grupo do Benfica, para que possa ver o ‘glorioso’, o Jesus, o Saviola, entre outros”, ou então “bom é que fosse o Porto. Ia ser uma romaria da Calheta para o estádio”, e até “óptimo era apanhar o Sporting.” Pensei: como é possível?! Esta gente não quer ver o Santa Clara, não quer puxar pelo clube açoriano, quer sim ver aqueles que idolatra, semana após semana, através da televisão. Pois bem, é isto mesmo. Há açorianos, e micaelenses em particular, que não merecem este Santa Clara, nem qualquer outro que conquiste páginas de ouro para a história da região. Assim se percebe como, a cada jornada da Liga Orangina, o Estádio de S. Miguel apresenta uma deplorável moldura humana. A estes, bem a estes, até defendo que se barre a entrada no recinto, ou então que se pratiquem preços de bilheteira que lhes obriguem a pagar “couro e cabelo” para irem torcer pelos outros. Desculpem-me, mas penso que seria o mais sensato. Quando um açoriano não defende o que é seu, independentemente do seu clubismo, não está a prestar um bom serviço à Região." 
Pedro Botelho - Director do Santa Clara